domingo, 23 de janeiro de 2011

De lua a lua

Em cada dia
de lua a lua
foi tristemente guardando
promessas de amor
até ontem gravadas
em cada um dos seus sentidos

Um toque de amor
numa pele que gemeu
como as cordas
de uma guitarra lusitana

Um sorriso leve desenhado
com as mais simples linhas
da doce ilusão

A mais bela melodia de sempre
a muito não lhe pertencia

Desde então vive esquecida
nos fragmentos de uma lua
na poeira do tempo

1 comentário:

disse...

Belo, singelo e profundo poema.
Parabéns.