sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Lamentos atentos

Jogava com as palavras
para delas tirar
mentiras abstractas
horas e horas
de nadas com os pés
entalados no sofá
vivia sem saber viver
com números e enigmas
baratos
num baralho de cartas
gastos pelos "vizinhos"
nas noitadas
decidiu na mentira e no orgulho
se esconder
sendo esse o seu único
e verdadeiro mau viver
quem muito sabedor se julgava
caiu no erro da maior das ignorâncias
afundando-se
no abismo da estupidez
acordando repetidamente
manhãs e manhãs
com o berbequim
do 4º andar a moer-lhe as entranhas

Estranhas sensações?
não, o sucedido
foi mais que merecido

Ficou com o recibo na mão
e perdeu a dignidade
enquanto estava distraído
com o seu gémeo Narciso

Quem eras?
Tudo
Quem és?
Nada

3 comentários:

Anónimo disse...

sua puta idiota

o xoné! disse...

Pumbas! Toma no cú ó poeta! WOW! Adorei!

ci disse...

idiota talvez o seja as vezes, "puta" nem por isso...