terça-feira, 31 de agosto de 2010

O poeta do nada

Do branco se fez nada
o nulo da tua existência
desprezada e sem sentido

De palavras trabalhadas
se fizeram textos
que escondem a identidade
de quem pensa ser
um poeta inatingível

Remexe em textos
que todo o sentido faziam
queimados numa fogueira mal apagada
de orgulho e preconceito
de um ser "solo" e mesquinho

Tudo o que pensa ter
está num saco desgastado pelo tempo
uma identidade perdida
que tropeça nos seus próprios passos
e que se sufoca em poesias do nada

nada
poeta

não és
nunca o serás
porque nem homem és

3 comentários:

Anónimo disse...

adoro a forma como descascas no poeta! dá-lhe com mais força ainda! i love it!

o xoné! disse...

ADOREI! Desejo as tuas palavras em mim!

ci disse...

Darei com a força que tiver que dar...