sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Poeira de sonho

De sentidos estagnados
corpo dorido
mergulhou nas palavras
purificando a alma
num banho
de poeira cristalina

Sentiu
sem saber sentir
a força de um amor
que lhe pintou
os sonhos
abriu-se lentamente
abraçando a vida
sem a certeza
da solidão ser quebrada

O tempo passou
os sonhos ficaram
mudaram as personagens
que foi pintando
timidamente
na tela do destino
num presente
ausente

Hoje pintou-se
num quadro
de poeira de sonho
a tela secou
num vazio de cores
corridas a vento

Palavras perdidas
numa tela em branco
de poeira de sonho
esquecida

2 comentários:

Francis Raposo Ferreira disse...

Olá Cidália: Bonito poema, simples e como quanto mais simples mais bonito. Beijos

ci disse...

Obrigado Francis

Beijo da Ci