quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Podre e amargo sabor

De cordas do destino rompidas
fez a sua própria melodia
gemidos entalados
entranhados numa garganta
engasgada, rasgada
de tanto veneno engolido

Gelada por dentro
enrugada por fora
sacrificada por um tempo
em que o amor
lhe sabe a fruto podre
realidade crua
sangrada a frio
dor de víbora despertada
de presa abatida

Dançou ao som
de uma música maldita
nas veias corria veneno
de cobra cega
numa mistura de mulher de fogo
e alma ferida

Podre e amargo sabor
de desamor

2 comentários:

Anónimo disse...

passei para dizer que gosto muito da tua poesia.

faz-me bem ler-te

ci disse...

Ainda bem que faz bem...

Volta sempre

Beijo da Ci